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Tudo num texto só

O texto que colocarei a seguir foi um trabalho passado na cadeira que pago em meu curso (Psicologia) e é "Ética e RH - Cuidando do Cuidador I" em que a professora pediu pra que nós fizessemos um texto falando sobre nossa vida nos remetendo aos textos que lemos para a aula dela. Como eu o fiz rápido, não está tão bom quanto eu poderia fazer (momento auto afirmação) hehehe mas ficou até bonzinho.


Bom, é difícil escrever sobre tudo que interliga o que li nos textos de Ética e RH com a minha vida desde pequena, porque são várias coisas que de fato percebi que são presentes na minha formação como pessoa na sociedade. Nesses meus dezoito anos de vida sempre fui muito querida e muito amada pelos meus pais e pela minha família e sempre tive uma relação muito aberta com as pessoas mais próximas de mim. Como li no texto “A Procura do si mesmo” é muito importante a convivência com o outro, pois a nossa personalidade é totalmente ligada a influência das pessoas que estão ao nosso redor, “ pois todos nós usamos as pessoas como ponto de referência”.
Não me considero a melhor pessoa do mundo, pelo contrário, acredito que todo mundo com suas diferenças, são todos iguais em relação a ter os mesmos direitos e os mesmos deveres, porém me sinto melhor porque os pais são o espelho para a criança e não tenho o que reclamar dos meus. A compreensão deles é o que me faz sentir tão orgulhosa dos pais que tenho, porque me faz ser compreensiva também e ver o lado bom das coisas, tentando entender e não julgar as pessoas.


Para mim, o sentimento mais lindo do mundo é o amor. Digo isso porque desde que chegamos nesse mundo tão cheio de injustiças e perguntas sem resposta, o que sempre está conosco é ele. E dele é que vem a amizade, que é algo muito valioso em minha vida também. Meus amigos são minha vida e eu os levo e prezo como se fossem um objeto frágil e sensível que não pode cair no chão, se não quebra. Acho incrível a amizade. Pessoas que tem coisas em comum, mas histórias e famílias totalmente diferentes, culturas diferentes. Com o outro nós aprendemos mais do que imaginamos. Por isso também não fecho o circulo de amizades, sempre estou aberta a conhecer novas pessoas, novas experiências e novas aventuras. Assim é mais fácil abrir seu campo de visão e mentalidade, superando seus preconceitos e seguir respeitando você mesmo e o próximo, pois com o entendimento e o respeito você continua cada vez mais conhecendo o seu “eu”.


Falando em “eu”, lembro-me bem que li no texto “Tornar-se pessoa – Um empreendimento”, sobre a independência. Explico o por quê da minha lembrança; Quando estamos dispostos a entender, respeitar e compreender o outro e a nós mesmos, estamos cada vez mais sentindo a liberdade e tê-la é um sinônimo de independência. Tanto ela sendo o segundo corte do cordão umbilical com a família como um simples ato de se impor e dizer não aos pais. Assim, construímos cada vez mais a nossa personalidade. Em resumo, viver e saber retirar pontos positivos da sua vida é uma aprendizagem inacabável e ilimitada. Eu vivo e aprendo, erro e acerto e o bonito da vida é isso, que não existe pontos finais como existem em redações como está, que infelizmente precisam ter um fim. Mas minha vida não termina com esse ponto final. Na verdade, ela só está começando, por isso acho mais justo fechar essa gestalt com reticências ao invés de um ponto final...

O ser em relacionamento

Carl Rogers

Vou compartilhar com vocês as coisas que aprendi ou estou aprendendo sobre esse misterioso ofício de relacionar-se com os outros seres humanos, sobre comunicação entre as pessoas. A razão porque a chamo isso de ofício misterioso está em que quase nunca se consegue estabelecer comunicação interpessoal, ou só se consegue em parte. Você, com toda a probabilidade, jamais se sentiu inteiramente compreendido pelo outro: eu também não. No entanto, sinto-me extremamente compensado quando sou capaz, num caso particular, de me comunicar verdadeiramente com outrem. Acho preciosíssimo quando, em certo instante, às vezes, me sinto realmente aproximar-me, entrar em contato íntimo com outra pessoa.

1. GOSTO DE ESCUTAR: o primeiro sentimento, o mais simples que quero, pois, compartilhar com vocês, é o prazer de realmente escutar alguém. Quando realmente posso escutar alguém, entro em contato com ele. Isto enriquece minha vida.

Quando me refiro ao prazer de escutar uma pessoa, quero dizer, é claro, ouví-la em profundidade. Isto é, ouço as palavras, as ideias, os matizes dos sentimentos, o significado pessoal, até mesmo o significado que se acha sob a intenção consciente de quem fala.

2. GOSTO DE SER ESCUTADO: apraz-me ser escutado. Certas vezes em minha vida, problemas insolúveis quase que me faziam explodir de emoção; dominavam-me sentimentos de desvalia e desesperança. Penso que fui mais feliz que a maioria das pessoas, por encontrar nessas circunstâncias, indivíduos que se mostravam capazes de escutar-me e, então, de libertar-me do caos dos meus sentimentos. Escutavam-me sem me julgar, me diagnosticar, me apreciar, me avaliar. Simplesmente escutavam-me, esclareciam-me, respondiam-me em todos os niveis em que se situava minha capacidade de comunicar-me.

3. QUANDO NÃO POSSO ESCUTAR: voltemos a alguns de meus descontentamentos, nesse dominio. Desagrada-me não poder escutar a outrem, não compreender. Se é apenas uma deficiência de compreensão, fico apenas ligeiramente insatisfeito comigo mesmo.

Mas o que me põe realmente desgostoso comigo mesmo é não poder escutar uma pessoa porque já estou, de antemão, tão certo do que ela vai dizer, que não lhe dou ouvidos. Só posteriormente verifico não ter prestado atenção se não senão ao que já decidira que ela ia me dizer. Pior que isso não são as vezes em que não posso escutar uma pessoa porque o que está sendo dito constitui ameaça pra mim, com o risco até de mudar minhas opiniões ou meu comportamento. Ou, pior ainda, quando me descubro a tentar distorcer sua mensagem, a fim de fazê-la dizer o que eu queor que me diga e só escutando isto.

4. QUANDO OS OUTROS NÃO ENTENDEM: outra aprendizagem que desejo compartilhar com o leitor é a de que me sinto terrivelmente frustrado e me fecho sobre mim mesmo, quando exprimo algo que é profundamente meu, que é parte do meu mundo interior, privado, e a outra pessoa não compreende. Passo por uma experiência de vazio e solidão, ao assumir o risco de compartilhar com outrem o que me é extremamente pessoal e não encontro receptividade nem compreensão. Nestes momentos sabe-se o que é estar só.

QUERO SER AUTÊNTICO

Aprendi que a autenticidade, ou coerência, é a base fundamental do que possa haver de melhor na comunicação, no relacionamento.

Que significa, para mim, ser autêntico? Uma aprendizagem está em que nada há a temer, basucamente, quando me apresento tal qual sou, quando me mostro sem atitude defensiva, desarmado, eu, só eu.

Quando posso aceitar o fato de que não tenho muitas deficiências, cometo uma porção de erros, ignoro quantas vezes sou preconceituoso em lugar de ter o espirito aberto e ser mais autêntico.

MINHA INCAPACIDADE DE SER AUTÊNTICO: fico desapontado quando verifico - é claro, sempre a posteriori - que fui timido em excesso, ou ameaçador demais, para descer ao âmago do que experimentava e, consequentemente, deixar de ser coerente ou genuino. Lamento quando suprimo meus sentimentos, por tempo demasiado, de modo que eles irrompem distorcidos, sob a forma de ataque ou ofensa.


DESENCADEAR LIBERDADE PARA OS OUTROS

Há mais uma espécie de aprendizagem, gosto de dar liberdade aos outros e penso que, a esse respeito, adquiri e desenvolvi considerável aptidão

RECEBER E DAR AMOR: anima-me e me satisfaz extremamente poder admitir e permitir-me sentir o fato de que alguém se ineressa por mim, me aceita, me admira, me dá apreço. Sei que algumas pessoas me lisonjeiam para tirar certa vantagem própria. Outros, porque temem se mostrar hostis. Chego, porém, a reconhecer o fato de que certas pessoas me apreciam autenticamente, gostam de mim, me estimam e quero experimentar a sensação de que estou de acordo com isso. Penso que me tornei menos arredio, à medida em que ia sendo realmente capaz de receber e de absorver esses sentimentos de afeição.

TENHO MAIOR CAPACIDADE DE APRECIAR OS OUTROS: penso, hoje, que uma das experiências mais satisfatórias que conheço - e também que melhor suscitam o crescimento das outras pessoas - consiste, de todo em todo, em apreciar alguém da mesma forma como aprecio um pôr-do-sol. Se deixo que as pessoas sejam o que são, vejo-as tão maravilhosas quanto um crepúsculo.
De fato, a razão porque aprecio verdadeiramente um pôr-do-sol está em que não posso controlá-lo.

DOU VALOR À COMUNICAÇÃO E AOS RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS: para mim, a verdadeira comunicação e os verdadeiros relacionamentos interpessoais são profundamente capazes de suscitar o crescimento. Gosto de facilitar o crescimento e o desenvolvimento dos outros.
Enriqueço-me quando os outros proporcionam um clima que me torna possível crescer e mudar.

Esses, na minha experiência, são alguns dos elementos que tornam a comunicação entre as pessoas enriquecedora e engrandecedora. Estou longe de alcançar esses elementos, mas o fato de me ver a esforçar-me por fazê-lo, transforma a vida numa aventura ardente, excitante, perturbadora, inquietante, enriquecedora e digna de ser vivida.
" (...) O sentimento de culpa é a percepção da diferença entre o que uma coisa é e o que esta coisa devia ser. Todos experimentamos algum sentimento de culpa muitas vezes ao dia. Quando uma pessoa passa por um aleijado ou mendigo na rua, ou por um bêbado na sarjeta; quando por ato consciente ou por negligência uma pessoa prejudica a outra; quando se toma consciência da existência da guerra em qualquer país - resumindo, o indivíduo experimenta um sentimento de culpa sempre que tem um sentimento de "dever", um sentimento de discrepância entre o que é e o que devia ser, ou entre o que faz e o que devia fazer, ou entre o que uma situação é e o que devia ser. Não devemos confundir sentimento de culpa com "consciência" - ele é o aspecto mais amplo da experiência humana, da qual a consciência é uma expressão. No exemplo do mendigo, o sentimento de culpa não depende do fato de se dar ou não dinheiroa ele; sociologicamente falando, talvez seja melhor não dar. Mas o sentimento de culpa é inerente à descoberta de que aqui existe uma situação - um ser humano rebaixado à mendicância - que se afasta em muito de qualquer norma ou ideal de vida humana."

Fragmento de: A Arte do Aconselhamento Psicológico - Rollo May

Partindo do nada para o nada.

Não estou concentrada e nem quero estar.
Pelo menos por hoje.
É complicado...
Tão complicado que até eu, que sou a 'dona-do-problema', não tô conseguindo entender.
É, vai ver é assim com todo mund, mas sempre pensamos que com a gente é diferente, é pior, é impossível de se 'safar'. No final, quando olhamos pra trás vimos que complicamos tanto... (É, eu já percebi que a maioria dos seres humanos gostam de complicar)
"Comigo é diferente"
Quem nunca ouviu (e falou) isso antes? É, sempre tem alguém que diz isso, e, bom... Não querendo ser hipócrita nem marchista, a maioria dessas pessoas são as mulheres... E dentre essas mulheres cá estou eu, com os meus pensamentos, escrevendo coisas sem sentido para as pessoas, e sabe o que mais? Sem sentido pra mim também.
Voltando ao assunto do "comigo é diferente", é, PODE até ser, e é bom (ás vezes, não exagere) pensar dessa forma, quando não você acaba se machucando. Fazer o que? Nos sentimos poderosas demais para dizer o contrário. E quem sabe somos, mas nunca vamos ter o poder sobre todos. Não sei se acredito que todas as pessoas vão encontrar alguém para a vida inteira, sei lá, as coisas são tão relativas e 'toda regra tem excessão', mas é sempre bom tentar. Não que eu esteja dizendo para corrermos atrás o tempo todo, de maneira alguma! Quando procuramos muito, acabamos sem achar nada. É...
Essa vida é um grande dilema, e eu, particularmente, nunca me decido em qual lado permanecer. Ou acabo concordando com os dois, ou não concordando com nenhum.
Isso é bom, mas também é ruim. FATO, olha aí..
Mas eu acabo me acostumando, né.. Espero.
Como mudar isso? Será que muda? A verdade é que temos como mudar (pô, deve ter!), é só querer! Isso é, se a gente querer...




(Esse texto eu fiz no começo do ano, só pra salientar.. Mas decidi passar pra ca agora, já que não tô preguiçosa hoje...)
 

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